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Funções dos Role-Playing Games: Como os Participantes Criam Comunidade, Resolvem Problemas e Exploram Identidade

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Traduzir esse livro foi uma oportunidade maravilhosa. Em primeiro lugar, pela sua importância. Isoladamente, é uma obra de fôlego, competente e coerente, abrangente e profunda. Colocado no contexto global, é fruto de pesquisa de uma das principais vozes dos estudos de role-playing games!. Tem o principal requisito de um clássico, que é a atemporalidade: mesmo com mais de uma década de sua publicação original, continua atual e pertinente. No contexto específico da tradução brasileira, preenche uma lacuna de uma obra teórica de peso, referência seminal para pesquisas vindouras. Importante frisar que, no contexto brasileiro, a publicação supera duas barreiras simultaneamente: a linguística e a econômica. Daí a segunda razão pela qual esta foi uma oportunidade maravilhosa. A edição brasileira não apenas se torna acessível em termos de idioma, mas também desfaz o impeditivo financeiro, tão mordaz ao fazer científico brasileiro. Sarah Lynne Bowman e a editora McFarland & Company — na fig...

Currículo Larps

Participantes : entre 3 e 6. Duração : 3:30 (30 minutos de preparação+2 horas de jogo+30 minutos de coffee break) 1. Prelúdio Personagens Os participantes se sentam em círculo. Começando pelo de maior titulação (ou titulação mais antiga no caso de empate), cada participante cria um nome (plausível) para o jogador seguinte na escala de titulação. Pesquisem o nome criado na plataforma Lattes , filtrando para que apareçam apenas doutores. O primeiro resultado referente a alguém com a titulação de doutorado será utilizado como personagem. Caso nenhum nome apareça como resultado, um novo nome deverá ser criado e o processo deverá ser reiniciado. Repita o procedimento até que todos os participantes estejam com personagens. Reservem um tempo para que cada um estude o currículo de seu personagem. IMPORTANTE: embora as pessoas que constam na Plataforma Lattes sejam reais, as personagens inspiradas nelas não são. Caso considerem ofensivo, utilizem apenas o currículo como referência, alterando o ...

Artes Participativas!

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  Duas mensagens. Em uma era pautada pela hiperconexão, foi esse o contato direto que eu tive com Elge Larsson, um dos autores dessa obra que você agora tem acesso em português. Era outubro de 2016, e falar um pouco sobre esse mês me parece o jeito mais acertado de começar a apresentar o livro. No meio do mês, havia defendido minha dissertação de mestrado. Deltagarkultur já havia surgido como uma das referências da pesquisa, vide uma citação em outro texto aqui, uma tradução de um trecho via Google Tradutor acolá. No dia da minha defesa, comemorando, conversava com o Luiz Falcão e o Luiz Prado e, em algum momento, surgiu o assunto de como esse livro parecia um referencial precioso de ser aprofundado. Foi o Falcão quem me apresentou o livro - em uma versão em inglês que permanece inédita, só tendo circulado nos bastidores - e o desejo de traduzi-lo. No final do mês, decidi enviar mensagem para Elge Larsson. Dos quatro autores, Elge era o que eu mais tinha afinidade: era fasc...

Falha Trágica!

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  No dia 30 de abril, durante o [FLO] rolou uma sessão de Falha Trágica! , laog desenvolvido pela Coral Amarelo .  Com três participantes, nos revezamos entre o Google Meet e o WhatsApp, na dinâmica proposta pelo jogo - um grupo de criminosos é contratado por uma figura misteriosa para executar um crime. O jogo é dividido em três atos. No primeiro, os participantes se reúnem numa videoconferência, para que se conheçam e discutam (de fato, criem colaborativamente) detalhes sobre o crime. No nosso caso, um assalto de cofre em uma casa de condomínio, a ser realizado por um "piloto de fuga", um "chaveiro" e um "sorrateiro". No segundo ato, cada um dos participantes envia uma mensagem para outro, compartilhando um segredo. No nosso caso, soubemos (de fato, cada um inventou uma "verdade") que: "A casa na verdade é de um figurão, irmão do governador"; "Na verdade, a questão não é um assalto, e sim 'passar uma mensagem': barbariza...

L@rp - interlúdi(c)o de larps e laogs

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Entre os dias 27 de abril e 1º de maio de 2021, aconteceu o [FLO] - Festival de Larp Online . Foram dez jogos, diversos como o larp pode ser. Participaram como hosts André Sarturi, Christian Martins, Cauê Martins, Luiz Prado, Rafael Carneiro Vasques, eu, Eduardo Caetano, Leandro Godoy e Tiago Junges.  Uma das grandes provocações, evocada pelo contexto de pandemia e subsequente orientação ao distanciamento físico, foi como pensar essa arte do encontro mediada por telas. A programação não foi composta especificamente por laogs - ou seja, jogos pensados para serem executados online. Embora alguns desses tenham ocorrido, outros foram larps adaptados para a aplicação à distância.  Um dos sabores que o FLO deixou na boca é a oportunidade de se pensar no futuro em larps, pensados para um ambiente no qual as pessoas possam se abraçar, mas que também contemplem a possibilidade de pessoas geograficamente distantes participarem. Nem larps nem laogs, mas talvez l@rps.   

O Enigma do Imperador Todaparte e a cidade que sumiu

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FONTE: Ilustração de Pedro Indio Negro Um larp infantil. Um larp infantil? Uma afirmação, e ao mesmo tempo uma pergunta sincera.  No aspecto afirmativo, a produção da Confraria das Ideias apresenta ao público infantil do SESC Paulista a narrativa de um imperador que miniaturiza e coleciona monumentos históricos. Em sua passagem por São Paulo, um jornalista pede ajuda para as crianças para enfrentar os desafios apresentados pela corte de Todaparte para que possam recuperar os monumentos. O valor social se apresenta de maneira clara e sem rebuscamentos: mostrar para as crianças monumentos como o MASP, o Teatro Municipal, a Estação da Luz  e o Memorial da América Latina. Ao mesmo tempo, colocar em questão o direito de posse do Imperador sobre tais monumentos. Mais ainda, colocar as crianças diante de testes de ordem intelectual, motora e perceptiva. Tudo isso regado a doses amplas de humor. Num campo mais abstrato, evoca a utilização do espaço público, uma vez que...

Tribuna de Orates

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É curioso como a própria apresentação da Tribuna de Orates dialoga com o larp em si: em meio a Virada Cultural  paulistana (em 2019, realizada entre os dias 18 e 19 de maio), ocorre a Fantástica Jornada Noite Adentro , promovida pela Biblioteca Pública Viriato Corrêa  (especializada em literatura fantástica), que por sua vez, nos últimos 10 anos, tem uma parceria com a Confraria das Ideias . De maneira similar, Tribuna de Orates também possui essa multiplicidade de camadas. Anunciado como "um larp inspirado em O Alienista  de Machado de Assis", a noção de que o tema da loucura iria permear a madrugada dos participantes era patente. Foi assim que fui para lá. Ao chegar e me reunir com o total de 34 participantes (29 jogadores e 5 organizadores), tive o prazer de descobrir, mais uma vez, o esmero com o qual a Confraria prepara seus larps. Logo no briefing , mais uma camada se manifestou: como não associar os vereadores da fictícia Alogópolis, situada em algum lugar d...